Nossas Lendas

Fernando de Noronha já foi ocupada por povos de diferentes países. Todos eles trouxeram consigo suas crenças, seus mitos e suas lendas, que com o passar do tempo, e com a atmosfera local, foram se misturando, e formando o rico folclore de Fernando de Noronha.

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Nos anos de 1700, apareceu a lenda da Cigana do Cajueiro, por conta da condenação de ciganos que foram deportados para o Arquipélago, em quantidade muito maior de homens que o de mulheres. Uma dessas poucas moças teria se prostituído e dormido com praticamente todos os homens. Após sua morte, muitos dos apaixonados diziam ser perseguidos pela finada cigana que sempre aparecia em frente ao mesmo cajueiro.

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Os antigos moradores ainda têm seu imaginário habitado pela história de Alamoa. Reza a lenda que uma porta de pedras se abria no alto do Morro do Pico, e nas sextas-feiras uma linda, loira e nua sereia saía e seduzia os homens habitantes da ilha. Em seguida, ela se transformava em esqueleto, e os homens que a seguiam ficaram loucos. Esta lenda deu origem também a lenda da mulher de branco, que assustou muito os ilhéus na segunda metade do século XX.

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Existe um lugar chamado “Pesqueira da Sapata” onde a noite, as vezes, aparece um homem de estatura gigante usando um chapéu preto que lhe esconde o rosto. Ele joga o anzol e leva todos os peixes em seu samburá, não sobrando mais nada para os outros pescadores que chegam, só voltando a aparecer os peixes pela manhã.

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Na Vila dos Remédios, o Homem do Telhado assombrou os moradores, em especial na época do presídio. Tal homem usava a vestimenta de um general e pulava pelos telhados das casas, batendo a ponta de sua espada fazendo um barulho aterrorizante.

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Remontando as histórias dos deuses gregos, a primeira lenda é a de que a ilha era habitada por gigantes, até que um dia um casal descobriu os prazeres carnais em meio ao paraíso natural em que se encontravam. Por isto, foram expulsos, e alguns de seus órgãos colocados em pontos estratégicos. Os seios da mulher teriam criado o famoso Morro dos Dois Irmão, enquanto a genitália do homem teria criado o Morro do Pico.

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No século XIX, o capelão do presídio descobriu a fonte da melhor água potável da ilha. A fonte foi usada durante muitos anos e depois esquecida entre as ruínas da suposta casa onde vivia o capelão, próximo a um alinda praia de areias brancas. Reza a lenda que a noite, o reverendo aparece no lugar, montado numa mula branca como a neve, chegando até a beira da cacimba, como a vigiá-la. Quem bebe dessa água jamais esquece Noronha e volta, um dia, à ilha.